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No meu prédio estava um rebuliço, após todos os cães terem morrido de velhice, os moradores (principalmente os que já tiveram cães) resolveram que não poderia mais ter cães no prédio. Uma vizinha do 3º andar, ganhou do namorado um cachorrinho de presente. Um dia, o sindico comentou comigo que desconfiava que tinha um cachorro no prédio, nisso o cachorrinho latiu. Ele disse: ouviu? um latido! Eu respondi, que nada um espirro! Acabei ficando amiga das moradoras do 302, para ajudá-las, simplesmente por não gostar de injustiça. Meu marido acabou defendendo-as na justiça. E a minha amiga queria me convencer a ter um cão também, mas, me prender por um cachorro? Nem pensar. Num domingo, no dia 02 de Agosto de 2003, a noite, quando cheguei em casa, dei de cara com uma bolinha de pelos, mínima, com carinha de assustada, muito sujinha, cheia de pulgas, que pulavam a olhos vistos. Aí vem a parte engraçada, o telefone tocou, meu marido atendeu e era a sogra do meu irmão, reclamando que o meu cunhado havia "roubado" sua cachorrinha. Xingou pra caramba e mandou que ele devolvesse. Quando meu cunhado chegou, começou a rir e disse que não devolveria porquê ela tinha mais quatro cachorros e essa estava toda maltratada. Ia levar para Araruama  (onde ele e minha irmã moravam). Belinha, era para ficar com minha irmã Aline, que ia embora na terça-feira. Na segunda de manhã, meu marido comprou ração, remédio anti-pulga e carrapato, brinquedinho e ossinho para ela morder. Na terça-feira de manhã tentei convencer a minha irmã a deixá-la até sábado, quando iria na casa dela e devolveria. Em vão, ela disse que se deixasse, dificilmente eu a devolveria. Eis que o carro enguiçou e, o tempo tinha esquentado muito, convenci finalmente que seria um sofrimento para a Belinha (o nome ela deu e eu achei lindo) ficar numa caixa de sapato com aquele calor.
No sábado fomos eu, meu marido a minha vizinha (mãe da menina que ganhou o outro cachorrinho) e o namorado dela para casa da minha irmã e a Belinha? Ficou com a empregada da minha vizinha. Fiquei de voltar no domingo, mas adiamos para segunda-feira bem cedo, 5 horas da manhã a empregada ligou dizendo que Belinha chorou a noite toda. Lá em casa ela nunca chorou. Quando eu cheguei foi uma festa e aí, definitivamente ela me escolheu. A sogra do meu irmão, quando soube que a Belinha ficou comigo, ligou e disse que ela estava oficialmente doada pois, como eu não tinha filhos, tinha certeza que ela seria uma filhotinha para mim. E é. Em 2005, tive uma filha, Belinha ficou com ciúmes, mas o meu amor pela Belinha fez com que superasse os ciúmes e hoje ela e Marina brincam muito. Ah, ia esquecendo, a sogra do meu irmão, a Jurema, dois meses depois, deu de presente para a Aline outra cachorrinha, que recebeu o nome de Pandora, que já faleceu, infelizmente. Belinha fez 4 aninhos, super entrosada, é uma Lhasa Apso muito especial, com olhinhos de jabuticaba.
Silvana Parente
     
 
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